Nossa Senhora Maria de Nazaré
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Maria Santíssima é um dos inúmeros títulos de Nossa Senhora, ou, Virgem Maria, Mãe de Jesus. Esse título, em especial, une o primeiro nome de Nossa Senhora, Maria, a um adjetivo: Santíssima. O adjetivo no “aumentativo” indica a importância e a diferenciação de Maria em relação a todos os outros santos. Ela é Santíssima porque é a Mãe do Salvador, Jesus, o Filho de Deus. Sendo criatura humana, pela graça divina ela foi feita Mãe de Deus. Por isso é justo e correto chamá-la de Santíssima. Maria era filha de Joaquim e Ana, dois judeus praticantes que não puderam ter filhos na idade fértil. A tradição diz que Maria foi concebida já na velhice de seus pais.

Seu nascimento em condições extraordinárias é uma revelação profética sobre sua santidade. Estima-se que Maria tenha nascido entre 22 e 20 a.C. e que, na época do nascimento de Jesus, teria entre quinze e dezesseis anos. Ela é citada como Mãe de Jesus várias vezes nos quatro Evangelhos. Esposa de José, ela é mencionada nos livros sagrados desde a concepção de Jesus até a vinda do Espírito Santo em Pentecostes, presenciando a morte e ressurreição de seu Filho. Maria é Santíssima, primeiramente, porque foi escolhida por Deus, antes de todos os séculos, para ser a Mãe do Salvador. Maria é Santíssima porque o Anjo Gabriel a chamou de “Cheia de Graça”. A palavra “anjo” significa “mensageiro”. O anjo é, então, mensageiro de Deus.

Um anjo fala apenas aquilo que o Senhor Deus mandou que ele falasse. Em Lucas 1, 28, o arcanjo Gabriel, quando aparece a Maria, fala o seguinte: “Ave, Maria, cheia de graça, o senhor está contigo.” Portanto, se o Arcanjo fala que Maria é cheia de graça e que o Senhor está com ela, significa que o próprio Deus está proferindo essas palavras. Assim, nesta passagem, o próprio Deus está afirmando que Maria é santíssima, cheia, plena da graça que Ele mesmo concedeu para o nosso bem, para a salvação dos homens e para a sua glória. Maria é santíssima porque foi “Concebida sem pecado”, por graça de Deus, em função da sua missão única.

A concepção de Maria sem o pecado original era uma verdade de fé professada pelos cristãos também desde os primórdios da Igreja. Ela foi preservada do pecado original e, por isso, nunca cometeu pecado algum. Ela não tem em sua vida a mancha do pecado, como todos os demais seres humanos. Isso não quer dizer que ela não teve liberdade e foi assim porque Deus a fez assim. Não. A santidade implica em liberdade. Ela foi concebida sem pecado. Porém, livremente, escolheu viver sua vida sem pecar, sentindo em sua alma pura, a força da plenitude da graça divina. Por isso, ela é Santíssima, feliz, cheia da graça de Deus e cheia de amor por todos os seus filhos. Esta senhora Santíssima é nossa Mãe. Tem cuidado, amor e carinho por cada um de nós.

Fonte: https://cruzterrasanta.com.br/historia-de-maria-santissima/383/102/