Joana D'Arc

Joana d'Arc foi uma heroína francesa da Guerra dos Cem Anos, travada entre a França e a Inglaterra. Nasceu no vilarejo de Domrémy, na região de Borrois, França, no dia 06/01/12. Filha de camponeses, não aprendeu a ler nem escrever, ajudava o pai no trabalho na terra e na criação de carneiros. Foi criada seguindo os princípios da fé católica e com 12 anos teve sua primeira revelação divina que dizia: "Ides e tudo será feito segundo as vossas ordens." Por onde ela andava a voz a acompanhava, ordenando, sugerindo e encorajando: "É preciso expulsar os ingleses da França." Afirmou ainda ter visto o arcanjo São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida, que apareceram numa grande luz e cujas vozes ela também ouvira.

Os ingleses obtiveram uma vitória decisiva e em 1415 foi assinado o Tratado em Troyes. Joana d’Arc acreditando na voz e na ordem que ouvia, em 1429, saiu de sua aldeia e dirigiu-se à corte de Carlos VII, que fora nominado "rei de Bourges", em alusão às reduzidas proporções de seus domínios. Ela foi recebida pelo capitão Robert de Baudricourt, que convencido pela jovem, a levou para o castelo de Chinon, onde estava o rei. Joana foi interrogada por bispos e cardeais e convencera a todos.

Carlos VII ao saber do caso, decidiu por Joana à prova. Na hora da entrevista, vestiu outras roupas e fez um de seus ministros sentar-se no trono. Joana entrou, atravessou todo o salão e parou diante do verdadeiro rei e disse: “Em nome de Deus, sois vós o rei! Se fizeres como vou ordenar, os ingleses serão expulsos e vós sereis reconhecido por todos como rei da França.” Joana ganhou sua confiança ele lhe entregou o comando de um pequeno exército para socorrer Orléans, então sitiada pelos ingleses.

Chegando à cidade, Joana intimou o inimigo a render-se: “Voltai a vosso país. Deus assim o quer! O reino da França não vos cabe, mas a Carlos! Eu sou uma enviada de Deus e minha tarefa é expulsar-vos daqui! Deus me dará a força necessária para repelir vossos ataques!”.

Logo a seguir, Reims caia na mão dos franceses. Durante o embate com a capital, travado em setembro de 1429, Joana foi gravemente ferida, cessando a luta pela retomada da cidade. Em maio de 1430, Joana retoma a campanha militar e tenta libertar a cidade de Compiègne, na batalha, durante o cerco à Fortaleza de Margny, Joana foi presa em 23 de maio de 1430. Nas mãos do inimigo, Joana se viu diante de incontáveis mudanças de cativeiro e interrogatórios. Por duas vezes tentou fugir, mas sem sucesso. Nas mãos dos ingleses, Joana foi julgada pela Santa Inquisição. Depois de meses de julgamento, Joana foi condenada à fogueira por heresia, queimada viva na Praça do Velho Mercado, no dia 30 de maio de 1431.Depois de 15 anos, o Papa Calisto III mandou publicar o evidente erro do tribunal e a inocência de Joana d’Arc, que foi reabilitada de todas as acusações e tornou-se a primeira heroína da nação francesa. Em 1909, Joana d’Arc foi beatificada pelo Papa Pio X. Sua canonização se deu no dia 16 de maio de 1920 pelo Papa Bento XV. Joana d'Arc tornou-se a Santa Padroeira da França.

Fonte: https://www.ebiografia.com/joana_darc/