De onde vem a música?

Atualizado: 26 de jul.


Por Edson Góes

Músico, Terapeuta, Filósofo, Comunicador e Advogado.


Uma pergunta ainda sem respostas! Não há dúvidas acerca do poder da música sobre os nossos corpos físicos e metafísicos, a quântica já provou isso. Existem certas propriedades no contexto da música que podem ser usadas em diversas ocasiões, especialmente, nas áreas medicinais.

O estudo da música revela um embasamento teórico e prático de relevância, demonstrando que a música abrange mais do que partituras, ou instrumentos e ruídos, e sim, há uma força vibracional que se espalha por todo lugar, exercendo ações sobre o corpo, a alma e o espírito. A força vibracional que a música exerce em certas frequências, com ritmos e harmonias, podem ser um elemento fundamental para desenvolvimento de saúde física e mental. Os ritmos, harmonias e melodias, podem exercer certas ações sobre o organismo humano, tanto para o bom ou para um mal desenvolvimento de suas potencialidades.

A música é um registro da humanidade, que deixa marcas gravadas em vários momentos sociais (coletivos) e individuais, e que por meio disto, demonstra de forma clara, sua frequente presença no comportamento do ser humano, seja na cultura, no entretenimento ou na contemplação espiritual. São muitos fatos históricos sobre a importância da música na vida da humanidade, sendo demonstrada principalmente pelos povos antigos, que a utilizavam em diversas manifestações culturais, criando um elo entre a harmonia musical e a sociedade. O homem na Antiguidade é um ser mais propriamente coletivo que individual. Todas as manifestações dele são por isso muito mais sociais que individualistas. Intelectualizada pela palavra, a música tomava parte direta nas manifestações coletivas dos povos antigos.

Percebe-se que o homem, seguindo seus princípios coletivos, estabeleceu uma conexão entre a música, sociedade e as diversas manifestações de suma importância para o desenvolvimento social. Apesar de ser entendida como uma mera arte, ela esteve presente em diversas ocasiões e manifestações sociais, demonstrando as características de cada povo.

Os Romanos, cultura mais recente, foram uns dos povos que utilizaram a música como algo enriquecedor à cultura, que após a conquista da Grécia, rica em sabedorias complexas e antigas sobre a música, desenvolveram os campos harmônicos musicais, ocorrendo um grande avanço para a cultura romana.

Para que se tivesse efeito em relação a conquista de territórios, os romanos souberam utilizar de forma estratégica e inteligente as propriedades musicais através de instrumentos de estranhas sonoridades em prol de seu benefício. O exército romano conseguiu utilizar a música a favor de seus interesses, principalmente quando envolvia guerras, utilizando através de instrumentos estridentes, formas de assustar o adversário. Com a conquista das sabedorias gregas dentre outras sociedades, Roma expandiu portas para a ascensão do cristianismo. Isso contribuiu para que a música em Roma fosse extremamente ligada a ele, transformando as vibrações musicais em ligações diretas com o Divino.

Mas o cristianismo no seu ideal de fé e pureza, tomou a si a missão de reerguer o pedestal da “arte divina” – a música. E é na música cristã que vamos encontrar a origem das mais belas e sinceras realizações da arte musical, e a fonte de inspiração daqueles que por suas sublimes melodias e ricas harmonias deixaram seus nomes gravados na História da Música.

Durante o desenvolvimento do cristianismo a música se fez presente como algo magnífico e passou a ser ouvida e entendida como uma “arte divina”. As músicas cristãs começaram a ser prestigiadas somente dentro das igrejas, e principalmente pela voz, sem qualquer adição ou complementação de qualquer tipo de instrumento.

Um exemplo desta força são os cantos gregorianos, conhecido como cantochão (Cantus Planus), por causa dos sons serem sempre iguais como duração e como intensidade. O cantochão criou técnicas e estilos, que eram executadas dentro das igrejas. Após esta ascensão cristã, a música passou a ficar mais elaborada e organizada, passando a ser dividida em estilos, sendo que cada um, é classificado de acordo com as suas características. Esse é um processo lento e gradual, quase sempre com os estilos sobrepondo-se uns aos outros, de modo a permitir que o “novo” surja do “velho”.

Observe-se que a origem dos estilos é formado por um processo prolongado, permitindo que novos gêneros musicais possam surgir, apresentando novos elementos e qualidades que lhe fornecem a sua classificação nominal.

A música ocidental apresenta uma forma que pode ser dividida em períodos que atravessam séculos, começando pela música medieval e terminando na música do século XX, sendo que cada intervalo temporal, recebe um nome que lhe é classificado de acordo com as suas características peculiares.

Note-se que a música do século XIV foi se transformando e se adaptando, e a estética da sociedade também foi se expandindo e evoluindo, fazendo com que os estilos musicais ficassem mais ricos aos ouvintes, por este motivo, constata-se a grande difusão entre a música erudita e a profana.

O homem que viveu durante o renascimento, passa a ter um maior interesse voltado a suas emoções e ao mundo ao seu redor, questionando e observando fatores que se fizessem presentes, deduzindo ideias por conta própria e partindo ao homocentrismo, e isso também afetou a música produzida naquele momento.

A era do Renascimento abriu portas para o surgimento do Barroco durante o século XVII, buscando uma beleza harmoniosa da música e novos estilos de entretenimento. O século XVII também assistiu à invenção de novas formas e configurações, inclusive a ópera, o oratório, a fuga, a suíte, a sonata e o concerto.

O Barroco assistiu à gênese da ópera, à expansão da orquestra e ao florescimento da música instrumental, especialmente para violino e teclado. Embora as modas oriundas da Itália e dos músicos italianos tenham prevalecido, estilos caracteristicamente nacionais evoluíram no fim do período.

Após a decadência do estilo Barroco, o Clássico fez sua presença de forma precisa, pura e delicada. O termo clássico significa um estilo que atribui suma importância à graça e à simplicidade, à beleza de linhas e formas, ao equilíbrio e à proporção, à ordem e ao controle.

O Clássico mostrou a sua importância no quesito de extrema refinação, onde a sonoridade passa a ser mais delicada e sutil, controlada e equilibrada, demonstrando estabilidade harmônica, leveza e pureza em termos musicais.

No decorrer do período clássico, as canções passaram a ser escritas especialmente para instrumentos, tanto no gênero religioso quanto profano. Durante o período clássico, pela primeira vez em toda a história da música, as obras para instrumentos passaram a ter mais importância do que as composições para canto.

A música instrumental começa a se expandir e evoluir, ficando cada vez mais leve, pura e harmoniosa, deixando a música vocal quase em desuso.

Após a perfeição harmônica, a música do século XX conseguiu se destacar pelo fato de trazer inovações musicais, em termos técnicos e teóricos. A música no século XX constitui uma longa história de tentativas e experiências que levaram uma série de novas e fascinantes tendências, técnicas e, em certos casos, também à criação de novos sons, tudo contribuindo para que este seja um dos períodos mais empolgantes da história da música.

Por fim, chegamos ao NOVO momento da história humana, de concretização dos sonhos messiânicos, da fundamentação de conceitos relacionados a influência da música na mente e no corpo. A Era Branca retrata a preocupação com novos conceitos históricos, com novos elementos musicais e a importância das ações que a música exerce no organismo humano. A música do século XXI, decorre de várias experiências e mudanças, apresenta um campo sonoro extremamente desenvolvido e enriquecido, criando-se novos sons e novos gêneros musicais, mas, acima de tudo, remete a uma conclusão, de que a música é transcendental, sua origem remonta o momento da criação do cosmo, pois, desde tempos imemoriais, a música é a revelação transmutada do físico no imaterial através de forças vibracionais que imprimem a constante presença do CRIADOR sobre as suas criaturas!


Respeitadas as previsões legais com base na LGPD e direitos da propriedade intelectual informamos que o texto do colaborador não representa a opinião da Instituição.


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