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A importância dos elementos básicos na música e sua comunicação com o corpo físico.


Por Edson Góes

Músico, Terapeuta, Filósofo, Comunicador e Advogado.


Se pudéssemos definir quais são os elementos mais importantes na construção musical ou na execução de uma música teríamos uma missão quase árdua para limitar estes elementos!

Identificar a importância de alguns deles, os quais a nossa mente concreta consciente, seria capaz de compreender, já não é uma tarefa simples.

Portanto, para facilitar a compreensão acerca da definição do termo música, iremos elencar algumas características fundamentais, sobre os elementos que a constitui, pois é através destes, que a sonoridade se expressa.

Como afirma a Professora Maria Lisa de Mattos Priolli (2011, p.6) para “exprimir profundamente qualquer sentimento, ou descrever por meio da música qualquer quadro da natureza, torna-se imprescindível a participação em comum desses três elementos: melodia, ritmo e harmonia”.

Identificados estes 03 (três) elementos essenciais, quais sejam: melodia, ritmo e harmonia, os quais são indispensáveis na construção ou execução musical, vamos analisar dentro do contexto da música as particularidades de cada um dos elementos na busca para comunicar.

Outrossim, é importante ter em mente que música é uma arte de comunicação, e sua intenção é combinar sonoridades com o uso de sons, palavras (ações) e/ou melodias, simultaneamente executadas ou de forma solo, de modo sucessivo, com ordem, equilíbrio e proporção dentro de um determinado tempo.

Logo, não é só combinar sonoridades, palavras e melodias, é indispensável ter ordem, equilíbrio e proporção. E nisso é importante destacar o papel da harmonia.

Segundo, Pitágoras, filósofo grego, que especificou tanto em áreas teóricas quanto nas práticas, os intervalos harmônicos, o papel da harmonia como elemento musical é primordial para facilitar o entendimento sobre os assuntos relacionados a formação e a teoria musical.

Na teoria, os intervalos harmônicos estavam especificados desde Pitágoras (século VI a.C.), inventor da acústica, o qual por intermédio do monocórdio fixou a relação proporcional entre os sons.

São essas divisões proporcionais da corda vibrante, que Pitágoras percebeu e com elas, obteve uma série de sons harmônicos.

Foram essas experiências que determinaram a existência dos intervalos de oitava, quinta e quarta justas, as quais chamou de Sinfonias (Consonâncias) e aos outros de Diafonias (Dissonâncias).

Foi Pitágoras quem deu início aos estudos musicais que revolucionaram o entendimento da música em sua forma teórica.

Entretanto, devemos registrar que ele não foi um compositor ou exímio músico, e sim, cientista e pensador, realizando suas pesquisas através de experimentos, nos quais, obteve uma série de sons harmônicos.

Decorrente disto, classificou os intervalos em consonantes e dissonantes, contribuindo com um grande advento na teoria musical.

Sendo assim, a harmonia envolve combinação de sonoridades com ordem, equilíbrio e proporção, nos quais o intervalo musical classifica o papel e a expressão do músico naquele contexto harmônico.

Quanto ao ritmo, outro elemento essencial para a música, pode ser definido como: “um agrupamento de sons regulados, regidos pela sua duração e movimentação, fluindo de forma simétrica e ordenada”, assim concluiu a Professora Maria Lisa de Mattos, na obra “Princípio básicos da música para a juventude”. Rio de Janeiro: Ed. Casa Oliveira de Músicas Ltda, 2012.

Segundo a autora o ritmo é um dos elementos fundamentais que constitui a formação da música, e pode ser estudado através da forma como o ser humano reage a ele.

Por exemplo, numa música na qual o ritmo é igual ao da pulsação cardíaca normal poderá causar uma sensação de calma e tranquilidade, como se o nosso corpo pensasse consigo: “ah, está tudo bem, estamos ambos em uníssono.”

De fato, se você levar a mão ao coração enquanto estiver ouvindo uma música poderá verificar que o coração tende rapidamente corrigir qualquer discrepância no tempo de execução e pulsação, até atingir perfeita afinação com a música.

E neste contexto, músicas que tenham uma pulsação acelerada poderão causar euforia no corpo humano, e ao contrário das mais lentas, que podem produzir paz e sossego, fazendo com que o ritmo cardíaco fique mais sereno, já que o corpo entende que entrou em uníssono com a música, esse ritmo acelerado propõe reações muito adversas à calmaria anterior.

É importante destacar ainda, que existem os sons que habitam o planeta Terra, que além de toda sua dinâmica rítmica própria, possuem também os seus timbres, ou seja, uma identidade própria, além de não serem facilmente percebidos.

No que se refere ao timbre, temos que este, é a combinação de vibrações empreendidas pelo agente, derivando a intensidade dos sons harmônicos produzidos.

É o timbre que determinará que cada som emitido, independente do lugar ou momento, possui consigo sua vibração particular, que lhe entrega uma característica e um padrão predominante.

Desta forma, de acordo com a intensidade dos sons harmônicos, cada onda sonora consegue ser diferenciada e por meio desta ser reconhecida, classificada, estudada e catalogada.

Com a combinação de ritmo, harmonia e timbre, temos como produto a melodia. É esta que se revela e faz presente através da sucessão coerente de sons combinados.

E são estas características que criam uma identidade própria musical, a qual, poderá ser apreciada, estudada e prestigiada.

Verificando isso, podemos concluir que não é só combinar harmonia, ritmo e timbre, mas, é indispensável proporcionar que a melodia tenha uma ordem, equilíbrio e proporção para que a comunicação seja colimada através da música.


Namaste!


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